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Etanol sobe nos postos, mas mantém competitividade frente a gasolina

O etanol hidratado (usado diretamente no tanque dos veículos) continuou

Na semana encerrada dia 6, os preços do biocombustível avançaram em 16 Estados e no Distrito Federal, de acordo com levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os preços caíram em nove Estados, e no Amapá não houve pesquisa.

A competitividade do etanol segue intacta em sete unidades federativas: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. O biocombustível é considerado economicamente mais vantajoso do que a gasolina para a maior parte da frota flex do país quando seu preço está abaixo de 70% do valor cobrado pelo combustível fóssil.

A correlação mais vantajosa para o etanol foi observada mais uma vez em Mato Grosso, onde o biocombustível foi vendido, em média, a R$ 2,869 o litro nos postos na semana passada. Embora tenha subido 2,1% na comparação com a semana anterior, o preço correspondeu a 59,5% do valor da gasolina no mesmo período. Em São Paulo, principal polo consumidor, o etanol foi vendido a R$ 2,682 o litro, ligeira queda de 0,11% na semana e média equivalente a 60% da registrada para a gasolina.

Os motoristas já vêm notando o encarecimento do etanol desde meados de agosto. O produto vem acompanhando a disparada da gasolina, que tem subido em função do repasse da alta do petróleo no mercado internacional e da alta do dólar para os preços no mercado interno. Em São Paulo, desde a terceira semana de agosto - quando o etanol registrou um dos menores valores no ano -, o litro do biocombustível já subiu 12,1%. Em Mato Grosso, onde o produto tem a maior competitividade, a alta do etanol no mesmo período alcançou 12,7%.

Para as usinas, o valor recebido pela venda do etanol hidratado subiu até mais - o que sugere que ainda há uma alta a ser repassada para os postos. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado vendido pelas usinas de São Paulo subiu 28,9% desde a primeira semana de agosto.

Naquele momento, o preço do etanol estava pressionado porque muitas usinas estavam sem estoque suficiente para gerir a oferta do produto, afirma Julio Maria Borges, diretor da JOB Economia e Planejamento. A partir de agora, ele acredita que o preço do etanol deverá se guiar pelo movimento do preço do petróleo, que está com tendência de queda, na demanda interna, que segue aquecida, e na disponibilidade do produto.

Fonte: Valor Econômico (09/10/18), Siamig; Foto do Governo do Estado de SP; Foto ilustrativa obtida do portal Agência Brasil
(09/10/2018)
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