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Prévia do PIB do BC registra retração de 0,16% em julho

Queda no indicador foi registrada após dois meses de crescimento. No acumulado do ano, houve alta de 0,78% e, em doze meses até julho, expansão de 1,07%.

O nível de atividade da economia brasileira registrou queda em julho, primeiro mês do terceiro trimestre, indicou nesta sexta-feira (13) o Banco Central (BC).

O chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma "prévia" do PIB, apresentou um retração de 0,16% em julho, na comparação com o mês anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O resultado de julho veio após dois meses de alta. Em maio e junho, respectivamente, o indicador apresentou crescimento de 1,16% e de 0,34%. Em sete meses deste ano, foram registradas apenas duas altas na prévia do PIB.

Evolução do IBC-Br

Na comparação com julho do ano passado, porém, o índice apresentou expansão de 1,31%, segundo números do Banco Central.

Na parcial do ano, foi registrada uma alta de 0,78% e, em 12 meses até julho, um crescimento de 1,07%. Esses valores foram calculados sem ajuste sazonal, pois consideram períodos iguais.

2º trimestre e previsões

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no fim de agosto, o PIB brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano.

O resultado veio um pouco acima do esperado pelo mercado e afastou o risco de entrada do país em uma recessão técnica - caracterizada por dois trimestres seguidos de retração do PIB.

O mercado financeiro estimou, na semana passada, uma alta do PIB de 0,87% para este ano. Para 2020, a previsão de crescimento do PIB passou de 2,10% para 2,07%.

Já o governo federal elevou marginalmente sua expectativa para o crescimento da economia, em 2019, de 0,81% para 0,85%. Para o BC, o crescimento ficará em torno de 0,8% neste ano.

PIB e IBC-Br

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois têm diferenças – o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Definição dos juros básicos da economia

O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 6% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que recue para 5% ao ano até o fim de 2019.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Fonte: Por Alexandro Martello, G1, Brasília; Gráfico do Portal G1
(16/09/2019)
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